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Reportagem sobre o filme Na Estrada (On The Road),  de Walter Salles, que estreia dia 13 de julho no Brasil. O longa inspirado no clássico livro de Jack Kerouac concorreu a Palma de Ouro no Festival de Cannes e tem como protagonistas Garret Hedlund, Sam Riley e Kristen Stewart.   Cultura Corações Livres "On the Road". de Jack Kerouac, inspirou os sonhos de gerações de desencantados com o sonho americano. Meio século depois, vira filme nas mãos de Walter Salles Por:   Carlos Minuano/ Revista do Brasil Os Estados Unidos são uma sociedade conservadora. E o “sonho americano”, alicerçado nos pilares trabalhar-comer-consumir-obedecer, é a célula-tronco da sociedade capitalista. Por isso não deixa de ser curioso que muitos dos ídolos cultuados na América, de ontem e de hoje, foram ou são tremendos marginais, vagabundos incorrigíveis e muitos deles drogados convictos.   No topo dessa vasta lista de anti-heróis sempre estará o nome do escritor Jack K...

Xingu: 50 anos em filme

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Um pouco mais sobre o filme 'Xingu' e outras histórias de minha viagem ao parque indígena, em reportagem publicada na revista SAX.  'Xingu' traz seis personagens índios, 20 personagens secundários e ma is de 200 figurantes /foto de Guilherme Ramalho Apenas uma lua cheia gigantesca, amarelada e misteriosa iluminava a noite no Parque Indígena do Xingu. Apesar do breu na vasta aldeia dos Ikpeng, foi mais que o bastante. A iluminação natural deu ao cenário um clima singular para a festa animada que avançou madrugada adentro. Cantos ancestrais entoados pelo obstinado pajé Araká conduziram a dança no interior e fora da enorme cabana. Em fila, homens, mulheres e crianças seguiam o ancião, incansáveis, cantando e brincando. A festa, que durou três dias, teve um motivo. Conhecidos como índios guerreiros, os Ikpeng, que vivem desde a década de 60 no Parque do Xingu, no norte do Mato Grosso, decidiram botar a mão na massa e rever a própria história. Testemunhada por uma ...

Cinema de índio

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Estive em dezembro de 2010 no cinquentenário Parque Indígena do Xingu (MT), cuja história é contada no longa "Xingu", de Cao Hamburger, que chega às telas nesta sexta, 06. Parte dessa viagem é contada na reportagem à seguir, publicada na Revista do Brasil, em abril de 2011. A matéria fala da familiaridade com câmeras fotográficas e filmadoras. Entre os ikpeng da aldeia Moyngo, no Médio Xingu, a tecnologia tornou-se instrumento de resistência cultural.  Resistência cultural via novas t ecnologias / foto de Christian Knepper No futuro, quem sabe, dirão ser rastros de civilizações antigas as imensas áreas descampadas onde se destacam enormes geoglifos, como o que avistamos da janela do monomotor que nos leva rumo ao Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso. Mas o desenho no solo, em forma de sucuri, cujos contornos foram demarcados com eucalipto e soja, nada tem a ver com os indígenas da região. Desmatamento e soja avançam em direção ao Xingu/foto de Carlos Minua...

Utopias e dramas do Xingu

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Sonho dos irmãos Villas Boas chega às telas em momento de retrocesso em políticas Por Carlos Minuano  ( Foto de Paula Nogueira) “Estamos andando pra trás nas políticas indígenas", disse o diretor Cao Hamburger na pré-estreia de Xingu em São Paulo    O filme “Xingu”, de Cao Hamburger (O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias), chega às telas em um momento de retrocesso nas políticas indígenas. No mês em que é celebrado o dia do índio, pouco há para se comemorar. O Parque Indígena, criado pelos irmãos Villas Boas, cenário do filme, vive às voltas com diferentes ameaças, e em outras aldeias espalhadas pelo país, o clima é de medo, provocado por invasões do garimpo, pela ameaça constante do narcotráfico e pela violenta disputa pelas terras com fazendeiros fortemente armados. O avanço da política indigenista, expresso na saga dos irmãos Villas Boas, e bem retratado no filme, corre sério risco de ir por terra. No caso especifico do Parque Indígena do Xingu,...

Cidade Oculta

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Prédios e esgotos de São Paulo estão em exposição no site Arte Fora do Museu, com visita guiada.   Na correria quase insana do dia a dia, quantas pessoas são capazes de perceber que a cinzenta capital paulista abriga obras artísticas em muros, prédios, jardins e até em canais de esgoto? Circulando por essa “cidade oculta” dois jornalistas tiveram uma ideia: criar um site que mapeasse a arte espalhada pelas ruas de São Paulo. Assim surgiu o projeto Arte Fora do Museu. Desde meados de 2011, quando entrou no ar, o site oferece uma visita guiada por um circuito de arte praticamente desconhecido, com pinturas, esculturas, construções arquitetônicas e grafites feitos em espaços públicos, que muita gente sequer sabe que existem.  O projeto começou a tomar forma na cabeça de Felipe Lavignatti em 2007, quando foi à Faap ver uma exposição: “Fiquei espantado quando vi, no saguão de entrada da faculdade, réplicas de esculturas do Aleijadinho. É fácil saber quais obras estão em mu...

Cartunista e líder de igreja do Santo Daime é homenageado em São Paulo; chá utilizado no culto pode ganhar registro de bem cultural brasileiro

Glauco, o parque | Carta Capital

“O mundo está de olho no cinema brasileiro”, afirma Paulo Carvalho

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O mundo está de olho no cinema brasileiro. Quem afirma é Paulo Carvalho, brasileiro radicado na Alemanha desde 1989, um dos nomes responsáveis pela atual projeção da produção nacional em terras estrangeiras. Há décadas ele atua como curador de cinema latino-americano em festivais europeus. “Existe uma atenção voltada ao Brasil devido à situação política e econômica”, diz Carvalho. O Brasil também está de olho na nova safra brasileira que tem chegado às telas. Os números divulgados na última semana pela Ancine mostram isso. De acordo com o relatório, o desempenho melhorou. Sete filmes ultrapassaram um milhão de espectadores. Claro que, se chegarmos mais perto, analisarmos com mais cuidado, dá pra ver que não é bem assim, que nem tudo é festa. Boa parte da produção permanece no limbo da invisibilidade. Mas o clima é bom. E a julgar pelo que se viu na 15º Mostra de Cinema de Tiradentes, em janeiro, o setor audiovisual deve seguir aquecido. O festival que abre o calendário audiov...

Doze anos sem o saudoso mestre e amigo, Plínio Marcos, grande bruxo e destemido repórter das quebradas do mundaréu

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Por mais que as cruentas e inglórias Batalhas do cotidiano Tornem um homem duro ou cínico O suficiente para fazê-lo indiferente Às desgraças e alegrias coletivas, Sempre haverá no seu coração, Por minúsculo que seja, Um recanto suave Onde ele guarda ecos dos sons De algum momento de amor já vivido. Bendito seja Quem souber dirigir-se A esse homem Que se deixou endurecer, De forma a atingi-lo No pequeno porém macio Núcleo da sua sensibilidade. E por aí despertá-lo, Tirá-lo da apatia, Essa grotesca Forma de auto-destruição A que por desencanto Ou medo se sujeita. E por aí inquietá-lo E comovê-lo para As lutas comuns da libertação. O ator tem esse dom. Ele tem o talento de atingir as pessoas Nos pontos onde não existem defesas. O ator, não o autor ou o diretor, Tem esse dom. Por isso o artista do teatro é o ator. O público vai ao teatro por causa dele. O autor e o diretor só são bons na medida Em que dão margem a grandes interpretações. Mas o ator deve se conscientizar De que é um cristo ...