Sexta-feira, Agosto 29, 2008

Folk This Town com Holger e Music Settlement dia 31 no Bar B


A primeira festa de folk e afins de São Paulo está de volta. Fechando agosto no próximo domingo, dia 31, foram escalados o quinteto Holger, com seu folk-rock-espacial, e as ambiências acústicas do Music Settlement. Formada há quase dois anos, a banda paulistana Holger nasceu a partir de um projeto musical chamado That’s All Folks, onde amigos de diversas bandas como Efeito Colateral, Cagedream e projeto: (além de integrantes itinerantes) gravavam músicas espontâneas, sem ensaio, com elementos de folk, country, indiepop e neofolk. O projeto evoluiu para uma banda com cinco integrantes, que juntaram à mistura influências de artistas como Pavement, Broken Social Scene e Flaming Lips. Com o EP de estréia prometido para setembro, o Holger preparou um repertório acústico especial para a Folk This Town. Music Settlement é o projeto solo do músico/ produtor/ lenda viva Eduardo Ramos. No final de 2007, depois de passar anos viajando pelo mundo e trabalhando com bandas daqui e de fora do país, Eduardo chegou a pensar em parar de tocar. Porém redescobriu o violão, e, aliado a outros instrumentos de mão como o glockspiel, escaleta e sanfona, montou o Music Settlement, em homenagem a uma escola que conheceu em Chicago. O projeto já tem um álbum pronto (Madeleine), que deve ser lançado em setembro pelo selo Midsummer Madness. Eduardo, sempre contando com os amigos, se apresenta na Folk This Town ao lado de Sergio Ugeda, num set acústico e inédito.

A festa:
Tem festa pra tudo em São Paulo, não? Anos 90, electro-punk-house, hardcore caipira. Mas a metrópole não tem nenhuma noite dedicada ao folk e outras manifestações mais “tranqüilas” de música. Quer dizer, não tinha. A festa Folk This Town, agora no projeto no Bar B, centro de São Paulo, abre espaço para os violões, sussurros e um clima mais intimista. O projeto continua rolando quinzenalmente, aos domingos às 18h00.
Na discotecagem, canções de gente como Grenade, Grateful Dead, The National, Neil Young, Belle & Sebastian, The Band, Cat Power, Moldy Peaches, The Byrds, Neutral Milk Hotel, Big Star, Bob Dylan, Son Volt, Belle & Sebastian, Nick Drake, Will Oldham e outros heróis do violão (plugado ou não). Os shows começam às 20h.
Folk This Town com Holger e Music Settlement

Bar B
Rua General Jardim, 43 (a 100m do metrô República)
Tel: 3129-9155
Dia 31/08 (domingo)
A partir das 18h
Entrada: R$ 5,00

Quinta-feira, Agosto 21, 2008

“O Abajur Lilás” estreía na Mostra Plínio Marcos, em SP


“Ninguém é malandro por vocação, mas por necessidade. Se o cara não consegue estudar, se não arranja logo trabalho, tem que aprender a se virar pra não morrer de fome.” O diágnóstico é do mestre Plínio Marcos, o mais inquietante dramaturgo da história do teatro contemporâneo do país. A mostra em sua homenagem prossegue em São Paulo. Agora é a vez de “O Abajur Lilás”, que estréia nesta sexta-feira, 22, em São Paulo, com direção de Fernanda Levy. A peça mostra o drama de três mulheres que sobrevivem como prostitutas a beira da marginalidade. Apesar das incontestáveis dificuldades deste cotidiano, tudo está como deveria. Até que um dia, tomada por um súbito acesso de raiva e o árduo desejo de provocar o proprietário do covil, uma delas quebra um abajur. Seu ato impulsivo inicia um grande conflito que aos poucos desemboca numa terrível tragédia. No elenco, Daniel Jorge, Luciana Espósito, Mari Nogueira, Paulo Américo, Renata Laurentino, Thiago Barros e Carolina Mesquita.

Serviço:
“O Abajur Lilás”
De 22 de agosto a 07 de setembr de 2008 / Sextas e Sábados às 19h, Domingos às 18h.
TUSP - Teatro da USP / Rua Maria Antônia, 294 – Consolação – Tel. 3255 7182 r. 41 e 53
Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia) / Classificação: 16 anos.
A bilheteria abre duas horas antes do espetáculo
Ficha técnicas, imagens e mais informações: www.oautornapraca.com.br/pliniomarcos
Site oficial do Plínio Marcos: www.pliniomarcos.com

Terça-feira, Agosto 19, 2008

Cultura das drogas é tema de livro lançado na Bienal de SP


Foi lançado nesta semana na Bienal de SP, o livro "Drogas e Cultura: Novas Perspectivas", dos pesquisadores Beatriz Caiuby Labate, Sandra Goulart, Maurício Fiore, Edward MacRae e Henrique Carneiro (Editora EDUFBA, com apoio do MinC e Fapesp). Veja a apresentação do livro, escrita pelos ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, e o ministro interino, Juca Ferreira.

Há alguns anos acompanhamos um saudável amadurecimento acadêmico das pesquisas e dos estudos sobre os usos de “drogas” no Brasil. São antropólogos, sociólogos, historiadores, médicos, juristas, economistas e tantos outros pesquisadores revelando facetas inusitadas sobre este fenômeno do nosso cotidiano e freqüente nas nossas manchetes midiáticas. O livro Drogas e cultura: novas perspectivas representa uma síntese desse amplo movimento intelectual que oferece uma abordagem biopsicossocial dos estudos sobre “drogas”, um movimento engajado em refletir o polêmico tema frente aos seus paradoxos; um movimento que visa a fecundar um debate público mais condizente com o pluralismo, a diversidade e a democracia que caracterizam nosso país. Necessitamos, portanto, salientar algumas implicações políticas das conclusões disseminadas por este livro.
É preciso, primeiramente, tecer uma observação sobre o modo como o Estado brasileiro abordou e vem abordando esse fenômeno. O Estado intervém e determina uma política sobre as “drogas”, utilizando-se de duas atribuições fundamentais e inalienáveis: a regularização, sancionada por mecanismos legislativos, e a fiscalização, que obedece a normas penais previamente determinadas. Observamos que fomos juridicamente orientados pelos princípios do International Narcotics Control Board, fruto da Convenção da ONU de 1971. Esses princípios, devido ao contexto histórico de quando foram formulados, desconsideram algumas especificidades culturais das nações latino-americanas. Não reconhecem, por exemplo, as tradições culturais das populações indígenas e afro-descendentes, sobretudo os usos ritualísticos e culturais de algumas substâncias psicoativas (como a ayahuasca e a folha de coca). Ao desconhecer tais singularidades e ignorar os diversos contextos culturais, acaba-se por tratar de modo estanque e indiferenciado as distintas apreensões culturais e torna-se incapaz de distinguir as implicações dos diversos usos. O Ministério da Cultura, portanto, pode e deve dar visibilidade à dimensão cultural e afirmar o direito das populações brasileiras de usufruirem dos rituais xamânicos, das expressões indígenas e afro-descendentes – que reivindicam substâncias psicoativas para suas manifestações – e das festas religiosas contempladas pela nossa vasta diversidade cultural. Os usos de substâncias psicoativas inseridos em rituais religiosos ainda padecem, no Brasil e em inúmeros países, de dificuldades para afirmarem-se juridicamente.
A lei n. 11.343/06, que regulamenta as políticas brasileiras concernentes às “drogas”, diretamente infuenciada por aquela convenção da ONU, ainda não reconhece os usos culturais de certas substâncias psicoativas vinculadas a rituais, tampouco possui classificações e penalizações diferenciadas para os usos tradicionais de “drogas”. Numa frase: a atual legislação não contempla certas singularidades culturais.
A diferenciação entre o consumo próprio – individual ou coletivo – e o tráfico ainda não foi totalmente estabelecida. A ausência de tal distinção acarreta um tratamento de desconfiança moral, policial e legal frente a todos os usuários de substâncias psicoativas, independente de seus hábitos e dos contextos culturais. Precisamos balizar de um modo mais atento e detalhado as relações entre os usos, o consumo, a circulação e os direitos privados dos cidadãos brasileiros. Talvez devamos repensar e reconsiderar a relação entre o Estado, as drogas e os direitos privados. Talvez este seja um passo imprescindível para o amadurecimento das políticas públicas relacionadas às “drogas”.
Apesar do crescente reconhecimento da relevância de abordagens, estudos e pesquisas que enfatizam esses aspectos culturais do uso de “drogas”, ainda persiste uma tendência a atribuir maior legitimidade aos estudos sobre o assunto desenvolvidos no âmbito das ciências da saúde: como a medicina, a farmacologia e a psicologia. As abordagens sociais tendem a ser levadas em consideração somente quando são realizadas no âmbito do crime, do tráfico, da violência urbana ou da pobreza, sendo desvalorizadas quando enfrentam diretamente a questão do uso de “drogas” e os usos culturais. A incapacidade de lidar com a complexidade do fenômeno das “drogas” e essa opção por um tratamento unilateral influencia o campo político, onde se percebe o empobrecimento das análises e a ausência dos aspectos socioculturais na concepção das políticas públicas direcionadas a elas.
O Ministério da Cultura (MinC) vem defendendo a incorporação da compreensão “antropológica” das substâncias psicoativas, uma abordagem mais voltada para a atenção aos comportamentos e aos bens simbólicos despertados pelos diversos usos culturais das drogas. Desde 2004, o MinC vem reconhecendo o papel crucial desempenhado pela cultura e seus contextos na constituição dos efeitos produzidos pelo uso de “drogas”, tanto em nível individual quanto social. Optamos por exercer um papel propositivo na elaboração da atual política nacional sobre a matéria, reivindicando, por exemplo, um lugar no Conselho Nacional Antidrogas (CONAD) e participando ativamente de suas deliberações, buscando sempre a ênfase na redução dos danos.
O livro Drogas e cultura: novas perspectivas expressa uma valorização do papel das ciências humanas na reflexão sobre o tema das drogas e, paralelamente, procura relacionar esta análise a um extenso conjunto de discussões. Dessa forma, os artigos que compõem o presente livro abordam o uso desse tipo de substância em contextos culturais e históricos diversos. Indicam que, longe de se limitar a um vínculo com o problema da violência ou da criminalidade social, o consumo de “drogas”, desde sempre, remeteu a várias esferas da vida humana, ligando-se a fenômenos religiosos, movimentos de construção (ou reconstrução) de identidades de minorias sociais, étnicas, geracionais, de gênero, ou ainda a produções estéticas. No livro, estudiosos partem de diferentes disciplinas e trajetórias de pesquisas enfocando os cenários socioculturais que envolvem o seu uso. Aponta-se, deste modo, que fatores de ordem moral e cultural possuem uma ação determinante na constituição de padrões reguladores ou estruturantes do consumo de todos os tipos de “drogas”. Escapa-se de uma visão simplista sobre o assunto, destacando que o tema deve ser abordado preferencialmente de uma perspectiva multidisciplinar, já que a sua compreensão envolve a consideração de diversos aspectos, como os farmacológicos, psicológicos e socioculturais. Não se trata, portanto, de colocar a perspectiva das ciências humanas como a mais relevante, nem de desconsiderar os riscos e as complexidades bioquímicas do uso dessas substâncias, mas de abrir mais espaço para esse tipo de reflexão na discussão sobre as drogas na atualidade.
Estamos no terreno das culturas; todas elas partem da enorme diversidade de práticas, representações, símbolos e artes que habitam o Brasil. Para o bem e para o mal, as “drogas” são e estão na cultura. Ou melhor, nas culturas e, portanto, não podem ser entendidas fora delas.
Este livro estimula a refletir com mais atenção sobre os diversos usos das drogas pelas populações. Essa diversidade de usos e consumos é o espelho da nossa própria diversidade cultural. Nossos pesquisadores e nossa legislação devem, em alguma medida, levar em consideração a dimensão cultural para cunhar políticas públicas mais eficazes e mais adequadas à contemporaneidade.

Domingo, Agosto 10, 2008

Ajuda aos guaranis do Jaraguá

Ocorreu no último dia 07 de agosto um incêndio na Aldeia Guarani do Jaraguá. Quem puder ajudá-los, entre em contato pelo fone 3902 3682, ou direto na Rua Comendador José de Matos, 458, Jaraguá. Reginaldo Prado – Programa de Participação Comunitária Norte – MNMP - Escritório Regional de Pirituba Tel. 3908 5032 / Fax: 39085034 / Celular 88335396.

Sexta-feira, Agosto 01, 2008

Mostra em SP presta homenagem a Plínio Marcos