Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008

BBC promove evento sobre jornalismo em São Paulo

BBC promove palestras e debates em comemoração aos 70 anos no Brasil

Evento gratuito vai contar com a presença de alguns dos principais nomes do jornalismo no mundo. Inscrições já estão abertas
A BBC de Londres completa 70 anos de produção jornalística no Brasil em 2008 com a promoção do BBC Debate, ciclo de palestras e discussões sobre jornalismo que será realizado nos dias 12 e 13 de março no Auditório do Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo. A programação gratuita é composta por painéis de discussão conduzidos por importantes nomes da comunicação, incluindo correspondentes internacionais e representantes dos mais influentes veículos de comunicação do mundo. As vagas são limitadas.
O primeiro dia de atividades será iniciado às 9h30 com o tema “O Gigante Vizinho: O Brasil e a América do Sul”. O assunto será discutido pelo convidados Rogério Simões, diretor da BBC Brasil; Jonathan Wheatley, correspondente do Financial Times; Carlos Chirinos, correspondente da BBC Mundo na Venezuela; Fernan Saguier, colunista do La Nación e o professor Ricardo Seitenfus, especialista em Mercosul.
À tarde, às 14h, os convidados Gary Duffy, correspondente da BBC em São Paulo, e Mariza Tavares, diretora executiva da Rede CBN de Rádio, debatem os desafios do “Jornalismo no Século 21: Objetividade x Subjetividade”.
No dia 13, quinta-feira, o ciclo se reinicia às 10h30 com a discussão da “Liberdade de expressão: Limites do Jornalismo no Século 21″. O debate terá a participação de Helena Chagas, diretora de Jornalismo da TV Brasil; Lucia Newman, correspondente da Al-Jazeera e Mário Magalhães, ombudsman da Folha de S. Paulo.
O ciclo de palestras é gratuito e aberto a todos os interessados; no entanto, as vagas são limitadas. Para se inscrever em um ou mais painéis de discussão, basta enviar uma mensagem para bbcdebate[arroba] bbcbrasil. com.br com o nome completo do interessado e o telefone para contato. No campo do assunto do e-mail, deve-se colocar o nome do debate escolhido. As inscrições serão feitas separadamente para cada um dos quatro painéis propostos, e os interessados podem se inscrever para quantos debates quiserem.

Mais informações e a programação completa no site da BBC Brasil.

Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008

CINEMA PSICODÉLICO

Poetas viajantes

Escritores dinamarqueses a procura de inspiração descobrem a ayahuasca na selva amazonica peruana

Três poetas dinamarqueses, Thomas Boberg, Jeppe Brixvold e Lars Skinnebach – o primeiro morando no Peru há 10 anos, decidiram se mandar para Tarapoto, Estado de San Martin, no Peru, com o objetivo de experimentar a bebida amazônica ayahuasca, utilizada em rituais pelos índios da America do Sul e por grupos religiosos no mundo inteiro.
A bebida é usada também no tratamento de dependentes químicos e, em geral, para melhorar o bem-estar psicológico e espiritual de quem a procura. Utilizada milernamente pelos pajés andinos, é o principal tratamento oferecido na casa Takiwasi, de reabilitacão de toxicômanos e de investigacão de medicinas tradicionais indigenas. Foi lá que os jovens poetas desembarcaram.
Para os estrangeiros, ao dar acesso a um mundo visionário misterioso, a ayahuasca também poderia estimular uma especial e rara inspiracão artistica para escrever. Mas os dinamarqueses foram além. A viagem rendeu dois documentários sobre o período na selva peruana – sem dúvida uma experiência bizarra, sobretudo na indiferente Europa, e em especial, na Dinamarca (uma pesquisa recente feito pela União Europeia aponta os dinamarqueses como a população menos religiosa da Europa).

Literatura de viagem

Os filmes “Poeter På Trip” (Poetas Viajantes) e “Ayahuasca – rejsen til det ukendte” (Ayahuasca – uma viagem para o desconhecido), mostram uma conversa entre o curandeiro e os poetas, antes de beberem ayahuasca em que falam sobre as expectativas para a experiência. Os documentários acompanham ainda os rapazes durante a sessão e em outra conversa após a cerimônia, a respeito do que teriam visto e aprendido.
Apesar de reconhecerem que o resultado teria sido bem diferente do que esperavam, afirmam ter gostado. Um dos poetas conta no filme detalhes de uma visão que teria lhe mostrado como todas as culturas do mundo são compostas da mesma essência. Outro afirma ter percebido que a maior parte de seus sofrimentos eram criados por sua propria mente. O terceiro poeta revela ter revisto os proprios medos, entre eles o temor em relação a morte.
Durante o ritual todos vomitaram bastante, mas resignaram-se. “Faz parte da experiência e é considerado uma limpeza”, afirmou um deles. Mesmo que a expectativa de atingir inspiracão para escrever não tenha sido alcançada diretamente, relatam ter atingido um tipo de clareza e uma calma interior, singulares.
Para a Dinamarca, o uso de uma planta psicodélica como a ayahuasca é algo especialmente polêmico. Talvez esse seja outro merito do filme, mostrar que outras leituras e percepções são possiveis, diferentes do restritivo ponto de vista que coloca todas as substâncias no mesmo saco, carimbadas como droga e ponto. Ou seja, algo prejudicial e nocivo, do qual devemos ficar longe. Através do filme, o público dinamarques pode conhecer um pouco do mundo fora de seu quintal. Detalhes específicos como os noventa por cento de remédios europeus, cuja origem baseia-se em plantas e na sabedoria dos povos tradicionais.

*Colaborou Iben Imessell, da Dinamarca