Sexta-feira, Abril 25, 2008

Show de estréia de Stephanie Toth e o escocês James Orr Complex na Folk This Town


Com duas atrações de peso – apresentação de estréia da garota folk Stephanie Toth e o show do escocês James Orr Complex – a festa quinzenal Folk This Town é a melhor pedida para relaxar e recarregar as energias depois da Virada Cultural.
Uma das revelações do ano no folk nacional, a adolescente Stephanie Toth já é habitué dos cadernos culturais. Com uma voz comparável à de Cat Power, suas canções intimistas fazem referência a artistas como Tim Kasher (Cursive) e Elliott Smith – aliás, foi com uma cover de Smith que ela ganhou o primeiro lugar na categoria Melhor Vocalista no Concurso de Bandas da Cultura Inglesa. Em apresentação praticamente solo (com o apoio de Eduardo Ramos no baixo em algumas músicas), Stephanie promete para o show composições inéditas, covers dos ídolos Bright Eyes e Belle & Sebastian, entre outras surpresas.
James Orr Complex é o projeto-solo folk do escocês Chris Mack, vocalista da banda Eska (por onde já passou Stuart Braithwaite, do Mogwai), hoje residente no Brasil. Tocando soberbamente um violão com afinações inusitadas, James Orr Complex soa como um Nick Drake influenciado por Sonic Youth e Slint. Seu primeiro álbum,
Chori's Bundle, saiu pela gravadora escocesa Rock Action, e o levou a tocar com gente como Cat Power, Boonie "Prince" Billy e Shellac, além de festivais como o All Tomorrow Parties e o School's Out (com curadoria do Belle & Sebastian). Mack está para lançar o segundo álbum do James Orr Complex, Com Favo, e atualmente se diz também influenciado por música africana e brasileira, incluindo o violonista Baden Powell.

Serviço:
(http://folkthistown.wordpress.com/)
Santa Augusta Bar, Rua Augusta, 976, Tel: 3255-9905, dia 27/04 (domingo) a partir das 18h (primeiro show às 20h), entrada: R$ 5,00

Domingo, Abril 20, 2008

VIDA LOUCA, VIDA INTENSA - UMA VIAGEM PELA CONTRACULTURA


A partir de uma exposição cenográfica, o evento faz uma viagem pela contracultura, dos beatniks ao movimento punk, passando ainda pelo psicodelismo e pelo tropicalismo. Cinema, seminários, performances, shows musicais e teatro compõem a programação.

O que motivou o evento é óbvio. Em 2008, se comemora os 40 anos do lendário Verão do Amor, que redefiniu o comportamento político-cultural, gerando influências e tendências que reverberam até hoje pelo mundo todo. Em resumo, a contracultura representa um ideário que questiona todos os valores instituídos e prega a expressão libertária. O evento Vida Louca-Vida Intensa: Uma Viagem pela Contracultura, pretende resgatar e celebrar esse legado, sua trajetória, influências e desdobramentos até o moemento atual . Como estilo de mobilização e contestação social, a Contracultura, que é reflexo do movimento beatnik dos anos 50 e do advento do rock’n’roll, desapega-se às convenções e engloba o alternativo, o marginal e o underground.
Para quem se interessar pelo assunto, o evento traz mesas de debate, exposição de cartazes, capas de discos, e periódicos da imprensa underground, e ainda a exibição de uma seleção caprichada de filmes, que apontam para diferentes aspectos artísticos do movimento. Shows com bandas brasileiras e uma internacional também faz parte da mostra.

Os filmes abraçam o período que vai de 1963, com trabalhos do escritor beat William Burroughs em parceria com Bryon Gysin, a 1975, com a rara exibição de Coonskin, um retrato do negro na América feita por Ralph Bakshi (de “Fritz, o Gato”), que mistura animação e cenas reais com figuras como o cantor Barry White. Exceções temporais são dois documentários biográficos, o trabalho de longo prazo do sempre experimental Jonas Meka, Scenes from the Life of Andy Warhol, 1966-82 e, como única ficção posterior ao período, Almoço Nu (Naked Lunch), de David Cronenberg, um autêntico filho do movimento. Lindsay Anderson (Se), Roger Corman (Viagem ao Mundo da Alucinação), Serge Gainsbourg (Melody), Dennis Hopper (Sem Destino), e Alejandro Jodorowsky (A Montanha Sagrada), são outros importantes filmes que serão exibidos.

Para as mesas de debate, estão listados os seguintes temas: O Que é Contracultura/Tropicália & Mutantes: Um Exercício em Antropofagia/Contracultura e Multiculturalismo: A Voz Sussurrante do Oriente/Contracultura e Violência Revolucionária/Das Vanguardas À Rebeldia Estradeira dos Beatniks/A Inteligência do Irracional: Huxley, Leary, Castaneda, McKeena, Anton Wilson/Contracultura e Minoria: Gênero, Cor, Colapso/Beatles, do encanto ao Desencanto: Indústria e Provocação/Flash-Fusion-Fluxo: A Inlfuência Lisérgica nas Artes/A Verdade Mimeografada: Imprensa e Literatura Alternativas/Contracultura no Norte e Nordeste: Um Segredo bem Guardado/A Experiência Tropicalista em Londres.
Cerca de 25 convidados foram confirmados, nomes referência na cultura brasileira. É o caso do poetas, Cláudio Willer, Roberto Piva, Chacal, o escritor João Silvério Trevisan, o artista plástico Antonio Peticov, o historiador e curador Nelson Aguilar, além de outros ativistas, artistas, intelectuais e jornalistas de relevância na cena multimídia como Luis Carlos Maciel, Ana Maria Bahiana, Rogério de Campos, Alex Antunes, Sergio Cohn, Xico Sá, Joel Macedo, Rogerio Skylab, Arthur Veríssimo, Ciro Pessoa, Alberto Marsicano, Cláudio Prado, entre outros.

Pensadores contemporâneos e obras extemporâneas reabrem em Vida Louca-Vida Intensa a discussão em torno dos ideais igualitários e libertários da Contracultura, que se aproveitaram da comunicação de massa edificada pelo capitalismo para subverter qualquer limite. A arte como extensão humana não deve nem sequer sonhar com limites.

Área de Convivência. Terça a sábado, das 10 às 21h. Domingos e feriados, das 10h às 20h.

Curador e idealizador: Eduardo Beu
Mediador das mesas: Alex Antunes
Realização: SESC Pompéia
De 15 de Abril a 22 de junho de 2008.
(com informações da assessoria do Sesc Pompéia)

Quinta-feira, Abril 10, 2008

Rômulo Fróes e However na Folk This Town – 13/04



A Folk This Town continua desafiando os limites do que pode ser chamado de "folk music" – e para isso, nada melhor do que um show de uma das manifestações musicais mais populares no Brasil, o samba. Claro que não pode ser qualquer samba, e é por isso que convidamos o bamba Rômulo Fróes para dedilhar suas tristes canções em formato acústico.

Fróes (que já foi capa da revista inglesa Time Out) se apresenta ao lado de Fábio Sá e Guilherme Held, tocando exclusivamente músicas de seu disco inédito, No Chão, Sem o Chão – canções como "Cala a Boca Já Morreu", "Peraí" e "Caveira". Influenciado por Caetano Veloso e Smiths, Dorival Caymmi e Echo & The Bunnymen, o cantor e compositor paulistano já tem dois discos na carreira: Calado, de 2005, e Cão, de 2007.

A banda de abertura é o However, capitaneada pelo ex-Moving Stairs e aniversariante Rodrigo Sommer – responsável pelos já famosos cartazes da Folk This Town. Misturando influências do folk tradicional como Vashti Bunyan a artistas contemporâneos como Will Oldham e Elliott Smith, Sommer traz melodias intrincadas e arranjos sutis numa formação que conta com três violões, teclado e clarinete.

Rômulo Fróes e However na Folk This Town
http://folkthistown.wordpress.com/

Santa Augusta BarRua Augusta, 976Tel: 3255-9905Dia 13/04 (domingo)A partir das 18hPrimeiro show PONTUALMENTE às 20hEntrada: R$ 5,00